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(Aiiii, que desejo que isso me dá!)

A vida tem sabor de...

 

     A vida tem a cor que a gente pinta...e tem o sabor que a gente escolhe, a minha tem um sabor: chocolate! A minha vida tem sabor de chocolate, tem cheiro de chocolate e tem cor de chocolate. Chocolate é o mais saboroso dos sabores, chocolate é o êxtase, é o medidor tântrico que revela os segredos mais ocultos do âmago do ser. Eu como, como até demais, e que não ousem me privar deste objeto do meu desejo mais explícito, me poupem os professores da academia que me advertem para o uso extremamente abusado desse meu negrinho delicioso, oras bolas carambolas, então vocês acham que eu me mato na academia por qual finalidade senão outra: comer chocolate! Aliás o chocolate me deixe de muito bom humor...que tristeza e quão mal dormidas as noites que passo sem ele! Ó meu saboroso moreno, quão amarga é a vida sem ti....e pensar que eu já tive um noivo que me proibia de comer chocolate...pobrezinho...claro que larguei do noivo!  Outro sabor estonteante é o da pimenta! Sabor que queima, que ferve, sabor forte, delicioso, que enche os pratos de sabor e aroma....pimenta que tempera a vida! Pimenta que “esquenta” a vida. Tudo o que é bom , que provoca e que causa rebuliço tem cor e sabor de pimenta. Veja só, se olharmos na história da humanidade descobrimos vidas saborosíssimas, pessoas que foram enfeitiçadas ou que até mesmo fizeram do seu pecado uma fruta mordida.  Casanova por exemplo, era fã das ostras: comia 50, todas as manhãs, na banheira, em companhia da mulher em quem estava interessado no momento...dizem que a ostra contém zinco que aumenta 1000% a produção de testosterona...eca, pena que o Casanova não conhecia o viagra....e a maçã então? Símbolo máximo da tentação desde que Eva seduziu Adão, tem propriedades estimulantes. Sua fama entre os rituais eróticos e de sedução é universal, era usada em inúmeras poções mágicas, filtros de amor e encantamentos. Tem quem goste de uva...essa é uma fruta associada ao prazer, à fertilidade, a Dinonísio (Baco), Príapo e todos os deuses alegres existentes em todas as tradições. Dionísio não era apenas o deus do vinho mas também da fertilidade e da procriação. Atribui-se propriedades estimulantes as uvas não fermentadas e, além disso, eram presença obrigatória em orgias e bacanais na Grécia. E ainda tem morango, pêssego e damasco que são consideradas frutas sensuais principalmente pelo seu perfume, sua textura suave e suculenta e sua cor.

 

"Arrependo-me dos pratos deliciosos rejeitados por vaidade, tanto como lamento as oportunidades de fazer amor que deixei passar para me dedicar a tarefas pendentes ou por virtude puritana", já que a " sexualidade é um componente da boa saúde, inspira a criação e é parte do caminho da alma... Infelizmente, demorei trinta anos para descobrir isto". (Isabel Allende)

 Que delícia poder dar sabor a vida. Sua vida tem sabor de quê?

 



Escrito por Danila às 22h33
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O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry

(...) "E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o príncipe

- estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

 

Cativar não é manter cativo, cativar é criar laços....cultivar é saber cuidar, cuidar de quem se quer bem...

 



Escrito por Danila às 19h08
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A verdadeira história de Chapéuzinho vermelho...

 

     Esses dias eu matei o papai noel, a Jujú, “tia” dos mijões achou meio dramático e resolveu dizer as crianças que ele não tinha morrido não, que ele estava era num asilo...pronto! A tia do jardim da infância não deveria dizer essas coisas...mas fazer o quê, depois que o coelhinho da páscoa morreu afogado na piscina da escola, melhor mudar para o “patinho da páscoa” ( as crianças até curtiram a idéia). E por falar em curtir, outro dia um amigo insistiu pra que eu contasse a verdadeira história da chapeuzinho vermelho. Essa com certeza eu jamais contaria pros meus pequenos, até porque a primeira história escrita por Perrault era uma história para adulto, O capuz vermelho que acompanha a menina nas versões de Perrault e na dos Grimm, surge como símbolo da cor do sangue, da menstruação, cor da alma, da libido e do coração. O “Lobo Mau” na verdade é a figura de um homem. Só tempos depois os Irmãos Grimm alteraram seu conteúdo erótico e adaptaram às crianças numa época antes do século XVIII, ou seja, antes que a revolução burguesa modificasse o pensamento e o comportamento ocidental, e, portanto, modificasse a história bem mais próxima do que a conhecemos hoje. E aqui vai a verdadeira, contada por camponeses ao redor do fogo em noites de inverno europeu:

“Certo dia, a mãe de uma menina mandou que ela levasse um pouco de pão e de leite para sua avó. Quando a menina ia caminhando pela floresta, um lobo aproximou-se e perguntou-lhe onde ia: Para a casa da vovó – ela respondeu.
Por que caminho você vai, o dos alfinetes ou o das agulhas?
O das agulhas.

Então o logo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro à casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa e cortou sua carne em fatias, colocando tudo numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e ficou deitado na cama, a espera.

Pam, pam !.
Entre, querida.
Olá vovó. Trouxe para a senhora um pouco de pão e leite.
Sirva-se também de alguma coisa. Há carne e vinho na copa.
A menina comeu o que lhe era oferecido e, enquanto o fazia, um gatinho disse:
Menina perdida! Comer a carne e beber o sangue da sua avó!
Depois o lobo disse:
Tire a roupa e deite-se na cama comigo.
Onde ponho o avental?
Jogue no fogo. Você não vai mais precisar dele.
Para cada peça de roupa – corpete, saia, anágua e meias – a menina fazia a mesma pergunta. E cada vez, o lobo respondia:
Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dela.
Quando a menina se deitou na cama, disse:
Ah, vovó! Como você é peluda!
É para me manter mais aquecida, querida.
Ah, vovó! Que ombros largos você tem!
É para carregar melhor a lenha, querida!
(...) Até que ela perguntou:
Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!
É para comer melhor você, querida!
E ele a devorou”.

 

 



Escrito por Danila às 21h50
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Minha menininha, hoje eu sou do teu tamanho!



Escrito por Danila às 11h23
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O lobo não é mau, é inteligente!

 

     Esses dias contei pros meus pequenos que o lobo nunca foi mau. “Mas como tia?” Oras bolas carambolas, é tudo culpa da chapeuzinho e dos três porquinhos...a chapeuzinho pra começar nunca deixou o lobo em paz, mania de perseguição...e os porquinhos...oras vocês não comem presunto? Então, vocês comem porquinhos....(ainda bem que eles acham é graça na história toda...risos). Crianças simpatizam com o lobo, adoram o malvado da história, na brincadeira nunca querem ser porquinho...por quê será? Sei o quanto um conto de fada é importante na formação moral de uma criança, por isso nunca devemos mudar o enredo da história, lobo come a chapeuzinho mesmo!Abocanha com a boca babona e lá vai ela pra barriga fazer companhia pra vovozinha que já estava lá. Criança é inteligente e pobre de nós adultos que subestima o seu  entendimento sobre as coisas....e esses dias estudando sobre os lobos tiramos muitas lições. Pra começar quando uivando cada lobo é muito cuidadoso em não imitar o outro. Cada lobo assume um único tom respeitando as singularidades do outros membros do grupo. Enquanto as notas podem mudar, como em qualquer bela canção, um lobo nunca copia a melodia do outro.

     A ordem social do lobo é muito evoluída, com um macho e uma fêmea alfa como líderes, um macho e uma fêmea beta como os segundos no comando, e usualmente um omega no escalão mais baixo. O macho alfa tem força, habilidade para tomar decisões, personalidade marcante e muita bravura. Ele é literalmente o líder do grupo. A fêmea alfa atua como sua companheira e como vice líder da alcatéia. Sua personalidade é basicamente semelhante à do macho alfa. A sobrevivência do grupo depende da sabedoria, julgamento e liderança de ambos.

     O macho alfa geralmente se concentra em manter os outros machos na linha, enquanto cabe a fêmea alfa dominar as outras fêmeas...o lobo alfa impõe respeito mordendo, rosnando e perseguindo os demais. Existe o lobo ômega, bode expiatório, leva a culpa, come por último, é um exemplo de submissão, vive em posição vulnerável, e quando caminha mantêm a cauda entre as pernas.

     A hierarquia dos lobos na alcatéia pode, com freqüência ser determinada pela posição em que estes mantêm suas caudas. As caudas dos lobos alfa ficam levantadas. Os lobos médios as mantêm em posição baixa. Os lobos ômega, como determina seu status mantêm as caudas entre as pernas... o lobo não é mau, o lobo é inteligente!

 



Escrito por Danila às 10h27
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Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico.
Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias. Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".
Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo. Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio. Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso. Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante professor é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça. O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "o importante é levar vantagem em tudo". ( Lei de Gerson...dá para rir...) A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe ? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas (assim como costuma fazer a dupla sertaneja Lula e Duda). É a lógica da perpetuação da burrice. Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer:"Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto. A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros. Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas e todos os marketeiros que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ouo Brasil passa de país do futuro para país do só furo. De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto. A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo ! bravo ! E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane". Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: "Esse é o problema... eu sou o palhaço".
 
 
Pro meu querido "professor de filosofia" (Nailor Marques)


Escrito por Danila às 20h24
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VOCÊ TEM MEDO 
DE SER DIFERENTE?

As religiões, a sociedade convencionaram o certo e o errado,
utilizando critérios próprios.
Quem obedece a esses critérios é catalogado como pessoa equilibrada e é aceito pela maioria.
Diante da conquista de novos conhecimentos,
essa avaliação vai se modificando.
A verdade vai aparecendo aos poucos.
Copiamos os modelos instituídos porque desejamos ser aceitos
e amados pela maioria.
Acreditamos que isso seja valorização.
Mas o que fazer com nossos sentimentos que não se encaixam nesses papéis?
Ignorá-los?
Sufocá-los para que ninguém perceba que somos diferentes?
Temos medo de ser diferentes.
O que tememos já está acontecendo.
Nós somos diferentes.
Cada um é cada um.
Não existem duas pessoas iguais.
Você morre de medo de não ser "certinha"?
Nesse caso, em tudo que vai fazer há sempre um severo juiz dentro de sua cabeça,
avaliando se cada ato seu está ou não dentro do papel.
Será que isso está certo?
O medo de fazer "algo errado"é tão grande que há pessoas que não fazem nada sem antes consultar os outros.
O pai, a mãe, o irmão mais velho, o amigo inteligente,
o guru, os espíritos,o psicólogo, o tarô, a cartomante.
E como cada um é um e tem seu próprio modo de perceber as coisas,
os conselhos serão tantos e tão diferentes que,
no fim, a indecisão fica maior.
Sempre que você pergunta aos outros o que deve fazer,
está se classificando como incapaz.
Isso é uma grande ilusão.
Por ser diferente,você não é inferior a ninguém.
Não lhe falta nada.
Você é só você.
Tem seu próprio modo de sentir e de fazer as coisas.
É tão capaz quanto qualquer pessoa.
O problema é que você não acredita,
não confia em si e dessa forma abdica de seu poder de realização.
Pergunta-se: Você sempre faz o que seu coração pediu ou o que seu juiz lhe dizia que deveria ser certo?
Quando foi contra seu coração,
lembra-se da sensação de vazio e de aperto no peito que sentiu?
Pois é.
Esse aperto no peito é indício seguro de que você sufocou seus verdadeiros sentimentos, se anulou em favor do papel social.
Quando não somos verdadeiros, a insatisfação aparece.
Todas as pessoas que não se acreditam boas tentam compensar.
Como sentem vergonha do que pensam ser, fingem ter virtudes que ainda não possuem mas que gostariam de ter.
Para elas, errar seria um caos.
E como "sabem" que estão sendo falsas, não se respeitam e perdem a dignidade.
Ninguém pode ser feliz se sentindo assim.
Foram aqueles que saíram do "Padrão"e das "regras" do convencional que acionaram o progresso do mundo sem se preocupar com o certo ou o errado.
O próprio Jesus Cristo, se tivesse entrado nos padrões sociais de sua época, teria fracassado em sua missão.
O carisma é uma expressão da alma.
Quando a alma fala, sua essência espiritual e divina se manifesta,
e a pessoa brilha, conquista, aparece.
É nela que reside sua força e poder.
Negá-la é preferir a obscuridade.
Se você quer ser feliz, mande embora seu "severo juiz", ouça seu coração.
Valorize o que sente e seja uma pessoa verdadeira.
Assuma seus sentimentos.
Só diga "sim"depois de sentir o que realmente quer.
Caso contrário, não tenha receio de dizer "não".
Deixe de contar seus problemas aos outros e perguntar o que deve fazer.
Confie em seus critérios, Você pode!
Experimente.
TEMOS MEDO DE SER DIFERENTES O QUE TEMEMOS JÁ ESTÁ ACONTECENDO: SOMOS DIFERENTES! "
Você pode mudar sua vida, está em suas mãos criar e modificar o próprio destino.
O poder é só seu"

 

 



Escrito por Danila às 16h37
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